Quando considero a curta duração de minha vida,
absorvida na eternidade precedente e seguinte -
memoria hospitis unius diei praetereuntis -, o
pequeno espaço que ocupo e que vejo, abismado
na infinita dimensão dos espaços que ignoro e que
me ignoram, me espanto e me assombro ao me ver
aqui e não ali, porque não existe nenhuma razão de
estar aqui e não ali, agora e não em outro tempo.
Quem me colocou aqui? Por ordem e vontade de
quem este lugar e este tempo foram destinados a
mim?
[trad. manoel ricardo de lima]
quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
canções de alinhavo, IX
são indiferença armada. Inútil considerá-los
superfícies elásticas de veludo e macieza de existir.
Tantas vezes me arranhei ao contato deles que hoje
eu próprio me arranho e firo, felino maquinal.
Penso o gato e sua destreza, o gato e seu magnetismo.
Sua imobilidade contém todas as circunstâncias
e ângulos de ataque. Assim me seduz
o possível de um gato dormindo. [...]
Carlos Drummond de Andrade, em Corpo [fragmento]
quinta-feira, 24 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
barcelona,
[...] e disse, ou
pensei: “como é bom
estar aqui e como
que seja agora”. [...]
Anibal Cristobo
estar aqui e como
que seja agora”. [...]
Anibal Cristobo
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