sexta-feira, 9 de agosto de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
tatiana e tio onofre,
Tatiana Belinky [1919-2013]
porque tudo ou nada começou com esse livrinho publicado em 1976, meu livro favorito da primeira infância. [Júlia]
"No entanto, quando entrego uma nova obra, eu peço uma gentileza aos editores. Por favor, publiquem rápido para que eu tenha tempo de ver. Estou com 87 anos e não sei se posso esperar até os 100. Até os 95, estou disposta, mas depois disso não me comprometo."
porque tudo ou nada começou com esse livrinho publicado em 1976, meu livro favorito da primeira infância. [Júlia]
quarta-feira, 29 de maio de 2013
ciranda da poesia,

Mi vida como
bacteria
Cuando empecé a
escasear, la orden
fue que actuara
con naturalidad, que partiera
de escenarios
mutuamente excluyentes –
que marcase
algún cero absoluto, por
teléfono
- o que me
desprendiera de todo lo anterior, y me quemase
una vez leído:
me vino a la memoria el chiste
de la
conversación entre dos asesinos
que fingen
reconstruir el acento, los hábitos lingüísticos
de la víctima
usando las
propiedades de sus gritos, pero cada vez
una pausa en la
programación los distrae, haciendo que la broma
nunca acabe, y
la risa
se sume al
resto de tareas pendientes. Ahora se abrirán los turnos de [debate
al respecto, y
si con eso
se pudiera
restablecer el flujo, se sabría
que hemos sido
disueltos por opiniones públicas, formateados
por la
corrosión –como una muestra de laboratorio.-
Minha vida como
bactéria
Quando comecei a
diminuir, a ordem
foi que agisse com
naturalidade, que partisse
de cenários mutuamente
excludentes –
que marcasse algum zero
absoluto, por
telefone
- ou que me desprendesse
de tudo, antes, e me queimasse
logo depois de lido: me
lembrei da piada
da conversa entre dois
assassinos
que fingem reconstruir o
sotaque, os hábitos linguísticos
da vítima
usando as propriedades de
seus gritos, mas cada vez
uma pausa na programação
os distrai, fazendo com que a piada
nunca acabe, e a risada
se junte ao resto das
tarefas pendentes. Agora se abrirão os turnos de [debate
sobre isso, e se com isso
se pudesse reestabelecer
o fluxo, se saberia
que temos sido
dissolvidos pela opinião pública, formatados
pela corrosão – como uma
mostra de laboratório.-
[poema de Aníbal
Cristobo. Trad. Manoel Ricardo de Lima]
ANIBAL CRISTOBO, por Manoel Ricardo de Lima. RJ, EdUERJ, 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
poema,
ninguém
sempre
assim. todos os anos, estupidez e fingimento, nessa ordem quase exata e monstruosa. a mesma pergunta enferrujada na
boca, nos dentes. sabe onde fica? o pior é que se ela
pudesse morreria agora mesmo, toda branca e nua, sobre os meus calcanhares
enviesados. remorso algum. morreria bem no meio da minha frase, atravessada bem
no meio da frase que elaborei por tanto tempo, por tantas vidas. esta demora.
os braços espalmados no chão, o rosto crespo, obsceno e as notas do dinheiro
limpo, a pulseira de acrílico colorida, um vestígio de ferro velho na garganta,
sabe onde fica? é sempre assim, todos
os anos, estupidez e fingimento, a mesma conversa batida e mastigada muitas
vezes com o chiclete vencido, os dentes pretos, a boca toda preta. disse que existe
um peixe do tipo ferrugem, anisotremus
virginicus, e que o peixe se parece com ela. anisotremus virginicus, repete e engasga com o limo
preto que escorre do céu da boca. ela também mente. exibe o estojo novo de
maquiagem, a pinça com pontinha dourada, se
a gente não toma cuidado, mata. não sabe, né? claro, não sabe
onde fica nada
Júlia Studart
[um poema antigo, perdido em algum lugar, que reaparece agora junto com uma foto ainda em Lisboa. melhor título, nesse tempo com Fernando Pessoa, impossível]
quarta-feira, 8 de maio de 2013
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