quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
gonçalo m. tavares, a caixa
breves notas
sobre ciência
sobre o medo
sobre as ligações
caderno de apresentação:
júlia studart
editora da casa / editora ufsc
2010
http://www.editora.ufsc.br/
Os livros Breves notas sobre ciência [2006], Breves notas sobre o medo [2007] e Breves notas sobre as ligações (Llansol, Molder e Zambrano) [2009], do escritor angolano-português Gonçalo M. Tavares [Luanda, 1970], foram editados em Portugal em separado seguindo os respectivos anos de indicação; agora, publicados no Brasil pela Editora da Casa e Editora da UFSC, vêm nessa caixa-estante que indica o protocolo que ele armou para esses livros: o da enciclopédia.
(...)
Assim, a questão que atravessa, de alguma maneira, as perspectivas da literatura de Gonçalo M. Tavares é como tomar-se de um Weiltgeist (um espírito do mundo), ao propor-se numa modulação geográfica da língua portuguesa, como leitor, numa incontinência pertinente da língua entre a filosofia e a dança, por exemplo, não apenas com o espaço e com o tempo, mas quando ela se toma e se expande de afecções com UM LUGAR, um movimento entre contato e contaminação. Este UM LUGAR é o que costuma chamar de exercício de resistência, uma espécie de pensamento móbil que cria como mundo autônomo para a literatura que escreve e publica.
Júlia Studart (da apresentação)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
fortaleza-ce, abril, 1998
Brisa
Bandeira não tem culpa
de minha vergonha -
esta idéia de brisa
que ficou no canto
guardei os livros
a tristeza
o calor também
só
a brisa seguiu viagem
deixando sabor
ser-
tão
bruto
Rodrigo de Almeida, 22 anos
Verão
frio de noite
em pedra
lagartixas umedecidas
de minério
consideram dias
seguintes -
inferno, inferno,
inferno
Alexandre Barbalho, 28 anos
O caminhão de morangos
toldo reflete
azul
suspenso e seguro
duas ripas
e placa:
vende-se morango
protege dos
solavancos do sol
o caminhão de morangos
avenida ao lado
do mangue
Carlos Augusto Lima, 25 anos
Empiria
Sobre a mesa
a advertência
água
um copo
guardanapos
o cheiro dela
por fim
adiante
mais nada
.
favor, a
travessa de
arroz
Manoel R. de Lima, 27 anos
[Viola de Cocho, abr/mai, 1998, Ponta Porã, MS]
Bandeira não tem culpa
de minha vergonha -
esta idéia de brisa
que ficou no canto
guardei os livros
a tristeza
o calor também
só
a brisa seguiu viagem
deixando sabor
ser-
tão
bruto
Rodrigo de Almeida, 22 anos
Verão
frio de noite
em pedra
lagartixas umedecidas
de minério
consideram dias
seguintes -
inferno, inferno,
inferno
Alexandre Barbalho, 28 anos
O caminhão de morangos
toldo reflete
azul
suspenso e seguro
duas ripas
e placa:
vende-se morango
protege dos
solavancos do sol
o caminhão de morangos
avenida ao lado
do mangue
Carlos Augusto Lima, 25 anos
Empiria
Sobre a mesa
a advertência
água
um copo
guardanapos
o cheiro dela
por fim
adiante
mais nada
.
favor, a
travessa de
arroz
Manoel R. de Lima, 27 anos
[Viola de Cocho, abr/mai, 1998, Ponta Porã, MS]
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
anibal cristobo,
Test de la iguana
Animal: figura de la velocidad
y de la forma - mancha
de luz - que ha cruzado el camino:
el paso de la iguana y su
sello en la arena: reposo,
repetición del cuerpo
y lo impregnado: la
huella
como libro de pasiones
y de asombro; y espejo: desdoblando
tu voz, igualándola
con tu propio deseo
como en algo
como en un ejercicio metonímico:
"el paso de la iguana
y su sistema de indeterminación: forma
o velocidad?"
Iguana:
tus ojos fríos en la piedra naranja,
rapidísimos,
como final de toon.-
[Teste da Iguana, 7Letras, 1997]
Animal: figura de la velocidad
y de la forma - mancha
de luz - que ha cruzado el camino:
el paso de la iguana y su
sello en la arena: reposo,
repetición del cuerpo
y lo impregnado: la
huella
como libro de pasiones
y de asombro; y espejo: desdoblando
tu voz, igualándola
con tu propio deseo
como en algo
como en un ejercicio metonímico:
"el paso de la iguana
y su sistema de indeterminación: forma
o velocidad?"
Iguana:
tus ojos fríos en la piedra naranja,
rapidísimos,
como final de toon.-
[Teste da Iguana, 7Letras, 1997]
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